Dieta para esteatose hepática faz emagrecer até 17kg.

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Dieta para esteatose hepática.

Esteatose Hepática: definição e implicações nutricionais

A esteatose hepática, conhecida popularmente como fígado gorduroso, é uma alteração caracterizada por um acúmulo excessivo de lipídeos, mais comumente os triglicerídeos, nos hepatócitos, células funcionais do fígado, ocasionando uma mudança na morfofisiologia destas células, e consequentemente gerando mudanças no metabolismo.


A ocorrência deste quadro, vem crescendo atualmente, e é considerada a enfermidade de caráter crônico mais comum que acomete o fígado.

Há várias doenças e/ou hábitos que podem causar a esteatose, sendo os principais: o consumo excessivo de álcool, diabetes mellitus descompensado, a desnutrição, a obesidade e a patologia atualmente mais correlacionada, dentre outras causas, é a Síndrome Metabólica.

Esse acúmulo de lipídeos nos hepatócitos pode acontecer por um aumento na oferta destes nutrientes pela dieta, o que faz com que a capacidade dos hepatócitos esteja comprometida e estes nutrientes não sejam metabolizados e exportados

para o tecido adiposo ou por uma deficiência na produção de lipoproteínas, as chamadas VLDL's, responsáveis por esta exportação.

Os sintomas desta disfunção são variáveis de acordo com o grau do acometimento do órgão em questão e pode ocorrer desde náuseas, vômitos, falta de apetite e febre, até alterações mais graves como icterícia, ascite e hepatomegalia - fígado doloroso e aumentado de tamanho.

O não tratamento da esteatose pode ocasionar uma destruição progressiva dos hepatócitos, com possível ocorrência de fibrose e perda da funcionalidade do fígado - quadro denominado de cirrose hepática e, em casos mais graves pode ser revertido somente com o transplante de fígado.

Geralmente o tratamento da esteatose baseia-se no controle dos distúrbios associados, como o diabetes mellitus descampensado, a obesidade e a hiperlipidemia e por isso a terapia nutricional é fator indispensável na melhora do quadro. Principalmente nos casos desencadeados por alcoolismo, este deve ser completamente excluíido da dieta. Além disto, dietoterapia para tal disfunção se baseia na recuperação de um peso saudável, quando este encontra-se anormalmente elevado, e sendo assim como toda dieta ideal para perda de peso e/ou controle de hiperlipidemia, deve ser rica em frutas, vegetais, ácidos graxos poli e monoinsaturados e alimentos integrais.

Quanto a distribuição de macronutrientes a dieta deve ser hipolipídica, sendo a quantidade de lipídeos recomendada de aproximadamente 25% com relação ao valor calórico total da dieta e valores normais para proteína e carboidratos. Estes últimos devem ser preferencialmente advindos de alimentos mais integrais, como farelos, pães, biscoitos, leguminosas e outros, pela maior quantidade de fibras solúveis presente.

As fibras solúveis, realizam uma importante função no manejo da esteatose hepática, pois se complexam com a glicose e com lipídeos presentes no bolo alimentar e dificulta a absorção destes, causando assim uma diminuição de seus níveis séricos.

Os leites e derivados devem ser sempre desnatados e com o menor teor de gordura possível, sendo os mais recomendados: ricota, cotagge. É importante evitar o consumo de doces e alimentos açucarados, pois o excesso de glicose acarreta aumento dos níveis de triglicerídeos no sangue, condição da gênese da esteatose hepática.

Outro aspecto que também pode ser avaliado é a preferência por frutas e alimentos de menor índice glicêmico, sendo que os que apresentam um maior nível promovem um pico de hiperglicemia, fator este desencadeante para a formação de triglicerídeos.

Os ácidos graxos monoinsaturados e poliinsaturados, apresentam efeito cardioprotetor e podem influenciar no perfil lipídico sérico, mas precisam ser prescritos com cuidado pois estão presentes em alimentos bastante calóricos e fontes de lipídeos, como castanhas, nozes, azeite e outros. Mas temos peixes como salmão, atum e sardinha e cereais como linhaça, quinua que representam fontes destas boas gorduras. A prescrição de ômega-3 através de composto industrializado parece ser uma boa alternativa e apresentar-se como ótimo coadjuvante nesta terapia nutricional.

Contudo, de acordo com vários estudos, a dieta corresponde à melhor alternativa na grande maioria dos casos de esteatose hepática, tanto para o controle e/ou amenização dos sintomas quanto para a melhoria da qualidade de vida do paciente que apresenta essa disfunção hepática e deve ser sempre adequada às particularidades do mesmo.

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Esteatose Hepática: O fígado também sofre com a obesidade.

Esteatose Hepática: O fígado também sofre com a obesidade

Além de várias complicações, a obesidade também pode causar problemas hepáticos através do acúmulo de gorduras nas células do fígado. Esse acúmulo pode evoluir para uma esteatose hepática, popularmente conhecida como fígado gorduroso, podendo evoluir para uma cirrose hepática e, em casos mais graves, até causar câncer de fígado (hepatocarcinoma).

Por outro lado, a esteatose também pode aparecer em pessoas magras, pois, apesar de mais raro, a resistência insulínica pode ocorrer em pessoas com peso normal, tornando-as mais suscetíveis ao desenvolvimento de diabetes e de hipertensão arterial.

A origem desse tipo de doença pode ser uma alteração na ação da insulina, fato que ocorre nos diabéticos tipo 2 e em alguns pacientes que se encontram acima do peso. O organismo destas pessoas passa a produzir maiores quantidades de insulina para compensar uma espécie de "defeito", passando, com isso, a estocar ainda mais gordura nas células do fígado. Esse quadro é chamado de resistência insulínica e quando ocorre em um paciente não diabético serve de alerta para o surgimento da doença.
A prevalência estimada do distúrbio é de 10% a 25% na população em geral, 74% entre os obesos e, provavelmente, 100% das pessoas que têm diabetes e obesidades associadas.

Tratamento:

Infelizmente, assim como não existe fórmula mágica que combata a obesidade, também não existe milagre para tratar a esteatose hepática..O tratamento para a esteatose hepática é dieta e exercício!

Os estudos comprovam que se conseguem melhores resultados, quando o paciente emagrece.
Vale lembrar que a perda de peso não deverá ultrapassar 1,5 kg por semana. Ao contrário disso, a esteatose hepática pode progredir.

Além de levar a perda de peso, a nova dieta deve priorizar frutas, vegetais, cereais integrais e gorduras mono e polinsaturadas, ela deve conter carboidratos, proteínas e gorduras numa proporção de 60%, 15% e 25%, respectivamente, e ser isenta de bebidas alcoólicas.

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Esteatose Hepática causas dieta.

Esteatose Hepática causas dieta

Esteatose hepática, também conhecida como degeneração gordurosa do fígado. Um achado comum que consiste no acúmulo de triglicérides e outros lipídeos (gorduras) nas células do fígado, os hepatócitos.

As causas são: -Abuso de ingestão de bebidas alcoólicas; -Diabetes Mellitus descompensado; -Obesidade e desnutrição(especialmente por falta de proteínas);

A esteatose hepática geralmente está relacionada a um quadro clínico conhecido como "Síndrome Metabólica". É portador da síndrome metabólica quem possui no mínimo 3 dos 5 critérios abaixo listados: 1) Circunferência abdominal maior que 102 cm em homens e 88 cm em mulheres. 2) Triglicerídeos no sangue em níveis maiores que 150 mg/dl. 3) Colesterol HDL (conhecido popularmente como o "colesterol bom") inferior a 40 mg/dl em homens e 50 mg/dl em mulheres 4) Pressão arterial alta 5) Glicose no sangue em jejum maior que 100 mg/dl

Outras causas: fibrose cística, distúrbios do armazenamento do glicogênio, uso de quimioterápicos, pacientes em nutrição parenteral total, cirurgias do trato gastrintestinal (ex.: cirurgia para a redução do estômago), lipodistrofia congênita generalizada, síndrome de Cushing, síndrome de Reye, intoxicação por tetracloreto de carbono, gravidez, dentre outras causas.

Vale lembrar que a persistência prolongada da esteatose pode levar a uma destruição progressiva dos hepatócitos, as células do fígado, com fibrose e perda da arquitetura funcional do fígado, o que chamamos de cirrose hepática.
Maneire nos carboidratos (dê preferência aos integrais);
-Evite gorduras saturadas(carne vermelhas, manteiga, frituras,etc.), dando preferência as gorduras boas(castanhas, abacate, azeite de oliva, etc.);
-Aumente a ingesta de fibras(cereais integrais, farelos como germe de trigo, farinha de linhaça e de outras frutas, aveia, legumes crus, verduras e frutas);
-Evite o álcool;
-Exercite-se diariamente(ajuda a controlar o peso e a queimar a gordura estocada).

Além de manter o peso saudável, alguns cuidados com a alimentação ajudam no tratamento da esteatose, mas não deixe de procurar um médico para avaliar o melhor tratamento e um nutricionista para orientar individualmente a sua dieta.

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