Sibutramina -Sibutramina emagrece até 17kg.

Emagrecedor

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Sibutramina.

A sibutramina é um fármaco utilizado no tratamento da obesidade, com mecanismo de ação diferente da d-fenfluramina e d-anfetamina (Heal et al., 1998). Seu medicamento de referência é o Reductil®.
No Brasil, pode ser encontrada nas dosagens 10 mg (equivalente a 8,37 mg de sibutramina) e 15 mg (equivalente a 12,55 mg de sibutramina), sendo vendida mediante prescrição médica e retenção de receita. Em março de 2010 a Anvisa mudou a classificação da sibutramina da lista C1 (receita branca não numerada) para a lista B2 (psicotrópico anorexígeno), o medicamento agora terá tarja preta e será vendido sob receituário azul numerado.3 Em julho de 2010 a Diretoria Colegiada da Anvisa aumentou para 60 dias o prazo de validade da prescrição do medicamento, antes era de 30 dias, além de reduzir a quantidade de dosagem máxima diária para 15 mg. Em outubro de 2011 a Anvisa publicou no Diário Oficial novas regras para o emagrecedor: as prescrições deverão ser também acompanhadas de um termo de responsabilidade entre o médico e o paciente em três vias, sendo uma para ser arquivada no prontuário do paciente, outra na farmácia que dispensar e outra com o paciente.4
A sibutramina pode ser encontrada sob duas formas, sal anidro e cloridrato monoidratado de sibutramina, sendo que a sibutramina anidra A não possui estudos clínicos de eficácia e segurança e tem origem desconhecida; portanto, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe a sua importação no Brasil. Seu mecanismo de ação justifica a inclusão da sibutramina na categoria dos medicamentos inibidores seletivos da recaptação da serotonina e norepinefrina. Desta forma, a sibutramina se diferencia claramente das outras categorias de agentes capazes de reduzir peso.

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Ex-antidepressivo estimula saciedade.

Ex-antidepressivo estimula saciedade
O farmacêutico Ivan da Gama Teixeira, diretor técnico e vice-presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), contou que a substância surgiu como um antidepressivo. "Viram que a diminuição do apetite era um efeito colateral e o remédio passou a ser usado como emagrecedor", explicou.
Contudo, o que a sibutramina faz no cérebro não é exatamente inibir o apetite, como é o caso dos remédios que foram proibidos. Na verdade, ela estimula a saciedade. "Na prática, o paciente fica satisfeito com menos comida", resumiu o endocrinologista Walmir Coutinho, pesquisador que participou da pesquisa Scout (Sibutramine Cardiovascular Outcome Trial), que analisou as 10 mil pessoas.
Segundo os especialistas, o medicamento age sobre dois neuro transmissores: a serotonina e a noradrenalina. Esses neurotransmissores funcionam entre os neurônios, levando informações de um para o outro. Nesse processo, geram a sensação de saciedade.
Normalmente, isso ocorre em um curto período de tempo, e os neurotransmissores retornam para dentro das células – o que é chamado de recaptação. O que a sibutramina faz é retardar esse processo, ou seja, a serotonina e a noradrenalina ficam por mais tempo fazendo a ligação entre os neurônios e deixam o indivíduo saciado.
Efeitos colaterais
Coutinho afirmou que os cientistas ainda estão tentando entender mais detalhes sobre o funcionamento da substância. Por isso, ainda não se sabe explicar por que ocorrem os efeitos colaterais, que, segundo ele, podem ser boca seca, taquicardia e insônia.
A pesquisa Scout registrou ainda que, entre pessoas que já têm alto risco de doenças cardiovasculares – como infarto e derrame –, esse risco aumenta. No entanto, ainda não há explicação de como isso acontece no corpo humano.

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sibutramina, mas cai em 'efeito sanfona.

sibutramina, mas cai em 'efeito sanfona'
Há alguns anos, eu estava bem acima do peso. Depois de conversar com uma amiga que tomava sibutramina há muito tempo e não tinha efeitos colaterais, procurei um endócrino e disse que meu objetivo era emagrecer.

Comecei a tomar a sibutramina e o efeito foi imediato. Em um mês, perdi 5 kg. Não sentia fome, só dor de cabeça, porque ficava muito tempo sem comer. Também tinha um gosto de metal na boca.

No segundo mês, perdi 3 kg. Depois, a perda foi ficando mais lenta, e desisti.

Aí começou o 'efeito sanfona'. Em menos de uma semana, estava com a 'boca solta' e engordei bastante. Você recupera o peso com a mesma facilidade com que perde.

Outra médica me receitou femproporex [derivado de anfetamina] e senti mais resultado que com a sibutramina. Mas parei e voltei a engordar.

Depois, a Anvisa proibiu o femproporex e o médico disse que só podia me receitar sibutramina. Tomei e emagreci 3 kg em um mês.

Resolvi parar de vez porque li sobre os efeitos colaterais e tenho histórico familiar de doenças cardíacas. Não quero depender de remédio para emagrecer para sempre.

Mas não acho que esses remédios deveriam ser proibidos. O controle é que deveria ser mais cauteloso.
Agora estou controlando o peso com dieta, mas está muito mais difícil. É bem mais fácil só tomar um comprimido."

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Sibutramina: culpada ou inocente?

Sibutramina: culpada ou inocente?
Para uns, a sibutramina é a arma mais eficaz que existe na guerra contra a obesidade. Para outros, os riscos desse inibidor de apetite ainda são maiores que os benefícios. VivaSaúde ajuda você a descobrir quem tem razão
Se você é daqueles que vivem em briga com a balança, tentou tudo o que é tipo de dieta para emagrecer e sonha em fechar o zíper da sua calça favorita, já deve ter ouvido falar em sibutramina. Para quem não associou o princípio ativo ao medicamento, sibutramina é o inibidor de apetite mais receitado (e vendido!) no Brasil. Segundo relatório da IMS Health, instituto que faz auditoria na indústria farmacêutica, só em 2009, foram vendidas 6,9 milhões de unidades no Brasil. Ou seja, o consumo da substância cresceu mais de dez vezes desde 2005.

Os médicos que prescrevem sibutramina para os seus pacientes garantem que ela é a principal arma que existe no arsenal terapêutico contra a obesidade. Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até pouquíssimo tempo atrás, pensava diferente. Segundo alguns de seus membros, os riscos da sibutramina superavam, e muito, os seus benefícios. No dia 4 de outubro, por três votos a um, a diretoria da Anvisa decidiu manter o remédio no mercado, mas sob um controle ainda maior de venda e de uso. No meio desse impasse, a VivaSaúde resolveu ouvir alguns dos maiores especialistas no assunto e perguntou: "Afinal de contas, a sibutramina é inocente ou culpada?".

A endocrinologista Cintia Cercato, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), é uma das primeiras a sair em defesa da substância. "O principal benefício da sibutramina é induzir maior perda de peso aos pacientes obesos. Além disso, esse medicamento auxilia na manutenção da perda de peso por longo prazo. Como se não bastasse, ainda traz uma série de benefícios, como redução da glicemia e melhora do perfil lipídico do paciente", enumera Cintia.

O presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Durval Ribas Filho faz um alerta para quem pensa que a sibutramina não passa de uma "pílula mágica". "Os pacientes devem saber que a obesidade é uma doença multifatorial e que, a partir do momento em que uma pessoa se torna obesa, o tratamento será para sempre. Devem saber também que todas as doenças crônicas, como a obesidade, requerem tratamento crônico. Se você interromper o tratamento, a doença tende a voltar", adverte.

Mas, e os riscos a que se referem os que recomendam cautela? Quais seriam eles? Com a palavra a endocrinologista Rosana Radominski, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). "A maioria dos efeitos colaterais, como cefaleia, nervosismo e distúrbios do sono, são bem tolerados. Geralmente, esses sintomas são leves e atenuados com a continuidade do tratamento. A sibutramina não causa dependência química, mas pode elevar a frequência cardíaca e aumentar a pressão arterial

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